Motoristas comuns podem testar suas habilidades ao volante em circuitos fechados

No Reino Unido, esse tipo de lazer é tão comum como jogar futebol com os amigos no Brasil. Chega o fim de semana e as pessoas vão pilotar seus carros nos autódromos. Se tivesse que arriscar, eu diria que o track day (dia de pista), como é conhecido esse tipo de atividade, é uma invenção dos ingleses (como o futebol, aliás). Na Inglaterra, o track day é quase uma categoria de automobilismo amador.

Lá, os entusiastas se organizam em clubes e equipes, há publicações especializadas, empresas que promovem competições e alugam carros e existe até um segmento de carros especialmente desenvolvidos para esse tipo de esporte.

São veículos de um, no máximo dois lugares, de construção leve e minimalista, sem acessórios desnecessários em uma pista e equipados com motores de alto desempenho. Caterham, Morgan, BAC e Ariel são alguns dos mais famosos fabricantes desses veículos. Nunca participei de um evento desses, de modo formal. Mas tive meu dia de pista ao volante de um Anel Atom, na Inglaterra, e posso dizer que a diversão é garantida.

Eu dirigi o Atom em North Perrott, um vilarejo no sul da Inglaterra. É lá que fica a fábrica da Ariel, uma garagem erguida em uma propriedade rural. O Atom foi projetado pelo engenheiro inglês Simon Saunders, o dono da fazenda, que também é o presidente, o montador, o administrador e o relações-públicas da Anel Motors. Ele iniciou a produção do Atom em 2000, relançando o nome da Ariel, uma famosa fábrica de bicicletas e motos que existiu na Inglaterra entre os anos de 1898 e 1925.

Ele conta que, ao desenhar o Atom, pensou em fazer um carro que fosse simples e divertido como uma motocicleta. Daí nasceu o chassi tubular, que poderia ser comparado ao de uma moto, mas alargado para suportar o motor transversal, a cabine e os eixos largos do carro. Para essa estrutura, na primeira versão do modelo, que foi a que eu experimentei, Saunders escolheu um motor Rover K Series, o mesmo que equipava o Lotus Elise, um 1.8 de 118 cv, comandado por um câmbio manual de cinco marchas.

Considerando que o carro pesa apenas 456 kg, a relação peso/potência era típica de Porsche: 3,8 kg/cv.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *