Alguns dos carros alemães, italianos e ingleses mais desejáveis de todos os tempos

Nos anos de 1950, por influência do importador americano Maximilian Edwin Hoffman, que conhecia o mercado dos Estados Unidos como ninguém e trabalhava como uma espécie de consultor das fábricas europeias naquele país. Em seu currículo, Hoffman tem nada menos que os lendários Alfa Romeo Giulietta Spider, BMW 507, Mercedes 300 SL Asa de Gaivota e Porsche Speedster.

No caso do BMW 507, segundo o próprio Hoffman, em entrevista à revista Porsche Panorama, o projeto foi inteiramente seu. “Chamei meu amigo Goertz [o designer Albrecht Goertz] para fazer os desenhos, mas a ideia do carro foi minha”, declarou, sem falsa modéstia. A BMW acatou de pronto a sugestão, uma vez que tinha interesse em aumentar suas vendas no mercado americano, assim como já acontecera às outras marcas que escutaram os conselhos do revendedor.

Apresentado no Salão de Frankfurt de 1955, o 507 era uni roadster de dois lugares, equipado com motor V8, que foi desenvolvido sobre o chassi tubular de aço do sedã 502, lançado em 1452. Sua carroceria de alumínio tinha formas incomuns para a época, com o perfil alongado, com linha de cintura baixa e grandes caixas de rodas (o rondster usava rodas de 16 polegadas).

As maçanetas eram embutidas, como convém a um esportivo que pretenda ter boa eficiência aerodinâmica, e os para choques finos apenas sublinhavam as extremidades do carro. Na dianteira, n tradicional grade de corpo duplo foi esticada até os faróis e, nas laterais, o destaque eram as saídas de ar, detalhe que até hoje decora os esportivos da BMW.

Max Hoffman era austríaco. Ele nasceu em Viena, em 1904. Filho de um fabricante de bicicletas, cresceu trabalhando com seu pai, tendo contato desde cedo com motocicletas e automóveis. Ainda jovem arrumou emprego de piloto de testes em uma fábrica que produzia os modelos da marca francesa Amilcar sob licença, na Áustria.

Anos mais tarde, chegou a participai- de clubes de corrida como piloto amador. Passada essa fase da juventude, trabalhou como representante comercial de marcas como Rolls-Royce, Bentley, Talbot e Volvo, entre outras, para o mercado austríaco. No fim dos anos 30, com a interferência alemã em seu país, ele se mudou para Paris, na França, e com o início da Segunda Guerra Mundial, migrou para os Estados Unidos.

Chegando a Nova York em 1941, sem dinheiro suficiente para se estabelecer no comércio de veículos, que além disso estava enfraquecido pela guerra, Hoffman se dedicou a fabricar e vender bijuterias, o que lhe possibilitou acumular capital suficiente para regressar ao negócio de seus sonhos.

Em 1947, abriu uma loja de automóveis com um único veículo exposto: um Delahaye francês. Hoffman queria vender carros europeus aos americanos e gradualmente passou a introduzir modelos de outras marcas em sua loja. Seu primeiro caso de sucesso foi com o Fusca – Beetle, para os americanos. Os primeiros Fuscas levados pela VW para os Estados Unidos foram um fiasco. Mas, assim que Hoffman entrou no negócio, ele conseguiu fazer o carro cair no gosto do público e as vendas dispararam.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *