Comercialização do turismo rural no Brasil

Desde a primeira oferta do turismo rural como produto (em Lages, 1985), a comercialização, elemento-chave em qualquer processo produtivo, é um dos aspectos que tem recebido menos esforços por parte dos empreendedores.

Um comportamento compreensível para a realidade daquele momento, no qual era ofertado ao mercado um novo produto turístico, com uma oferta muito aquém da demanda reprimida. A grande receptividade por esse novo produto no mercado regional deixou os novos empreendedores em uma posição bastante confortável quanto à comercialização de seu produto.

A proposta do turismo rural foi rapidamente assimilada pelo mercado, tanto que uma oferta de crescimento geométrico lança-se no mercado turístico, sem que haja, no entanto, por parte dos empreendedores, um maior investimento na comercialização do seu produto. O constante crescimento da oferta nesse segmento já vem provocando, em muitas regiões do país, um nível de concorrência significativo, merecendo, portanto, um comportamento mais audacioso dos empreendedores no que tange à comercialização.

Torna-se desnecessário justificar a relevância da promoção e da publicidade aliadas a uma gestão profissional do marketing de serviços para um setor como o do Turismo, sujeito a constantes inovações, como demonstra o momento de auge que o turismo rural brasileiro experimenta atualmente.A seguir, são  apresentadas algumas das características atuais dos diferentes subsistemas que compõem o sistema de comercialização do turismo rural no Brasil.

O consumidor de produtos de turismo no espaço rural e natural tem dificuldades para estabelecer uma associação entre o produto adquirido e o preço pago. Os preços não são apenas os ingressos financeiros do empreendimento, mas também a imagem deste no mercado.De modo geral, a situação se caracteriza por uma grande variedade de políticas de preços, seja pelas diferentes características dos empreendimentos e produtos, seja pelas disparidades econômicas de cada região do país.